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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Vila Sésamo - A Alegria da Vida

Depois dos cachorros, tive a idéia de postar minha nova entrada sobre um dos programas infantis com bonecos que marcaram a história da programação infantil brasileira: Vila Sésamo.

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Como vocês sabem, o auge do programa se deu nos anos 70. A idéia do seriado não veio do Brasil, e sim da Sesame Workshop (outrora Children's Television Workshop), uma produtora norte-americana que também criou outras séries infantis como Sagwa, a Gatinha Siamesa, O Fantasma Escritor, Cro, Big Bag, Historinhas de Dragões, Pequenos Planetas e Pinky Dinky Doo. É lá onde eles ainda produzem o programa cujo nome original se chama Sesame Street no qual se basearam para criar nossa Vila Sésamo.

A TV Cultura e a Rede Globo resolveram comprar os direitos em 1972 e produzir uma versão brasileira do seriado, criada por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni) e Cláudio Petraglia. Como a Globo não tinha estúdios para produzir Vila Sésamo, as duas emissoras toparam em co-produzir o programa. A primeira fase produzida de 1972 a 1974 teve a colaboração de Edwaldo Pacote e dos alunos de Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA).

Em 1974, a Rede Globo passou a produzir sozinha a segunda fase do programa. Quem ganhou com isso foi o público infantil que pôde assistir os dois canais em dois horários diferentes para conferir o Vila Sésamo. De acordo com a Globo, o programa chegou a pagar US$ 7.000 só de direitos autorais à Sesame/CTW.

A primeira obra-prima infantil da TV Cultura foi justamente este programa que, no ano de estréia, ganhou dois Troféus Helena Silveira (um como melhor programa cultural e outro consagrando Sônia Braga como revelação feminina) e um da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) (como melhor programa do ano). Esses troféus ajudaram a consagrar a direção de Ademar Guerra e a adaptação brasileira de Cláudio Petraglia.

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Vila Sésamo ensinava para as crianças os números, as letras, as sílabas, matemática, gramática, brincadeiras, músicas e tudo mais, intercalando ainda com desenhos animados.

Os primeiros episódios foram cuidadosamente adaptados seguindo os padrões estipulados pela Sesame/CTW, mas o programa fez tanto sucesso que a Sesame/CTW deu total liberdade de criação, resultando na nacionalziação completa do Vila Sésamo, adotando uma linguagem própria. Devido à grande diferença social no Brasil, a versão brasileira foi produzida usando como cenário uma vila nu lugar de uma rua como no original. O elenco do programa foi obrigado a gravar diante de um censor imposto pelo governo militar que acusou Vila Sésamo de supostamente promover o "modo de vida americano", mas apesar disso, conseguiu-se driblar a censura e chegar na realidade brasileira com muita tranquilidade.

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A estrela do seriado era Garibaldo (Big Bird), um grande pássaro brincalhão, que muitas vezes errava por ser teimoso e levado por não ouvir direito os conselhos de seus amigos. Fazia traquinagens sem querer, mas voltava atrás quando a ficha caía e ele recebia broncas, pois tinha um grande coração. Como o programa era gravado em preto e branco, apesar da chegada da TV em cores no mercado brasileiro, o boneco do Garibaldo foi pintado de azul indigo (quase a cor do jeans) em vez de amarelo como no original, pois a cor azul seria melhor adequada para exibição em preto e branco. Garibaldo foi interpretado por Laerte Morrone que usava uma mão levantada para mexer a cabeça e fazer as expressões faciais do boneco, e outra mão para manipular um braço. O outro braço do boneco era apenas um acessório extensível. Enquanto que o intérprete americano do personagem Carol Spinney usava o monitor preso ao seu peito para ver sua atuação, Morrone podia ver por onde o boneco iria através de um buraco que ele mesmo fez para que pudesse correr, dançar e pular sem se machucar e trombar no cenário.

Gugu, interpretado por Roberto Orozco, era um ranzinza e ameaçava quem se aproximasse de seu barril, no canto do pátio da vila. O boneco de espuma e pano do Gugu foi revestido por fios de lã verde musgo. Um pouco do próprio boneco e sua personalidade inspiraram o Mau do Castelo Rá-Tim-Bum da TV Cultura e os personagens Borges, Jaca Paladium e Paulo Paulada da TV Colosso da Rede Globo.

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O programa também tinha a dupla Beto e Ênio que saíram do original americano onde eles se chamam Bert e Ernie. Beto tinha uma única sobrancelha, que nem a Helga Pataki do desenho Hey Arnold! da Nickelodeon, era pessimista, mas sempre estava ali para apoiar o bom e ingênuo Ênio. Uma curiosidade: o intérprete do Beto era Frank Oz que mais tarde se consagrou como o mestre Yoda da saga Star Wars dos estúdios Disney e George Lucas.

Juca (Armando Bogus) era marido de Gabriela (Aracy Balabanian), primo de Ana Maria (Sônia Braga) e um carpinteiro que ensinava as crianças a montarem brinquedos. Gabriela era sempre sorridente e adorava fazer ginástica. Ana Maria era professora e ensinava crianças a aprender e entender melhor as coisas do mundo. Seu par romântico Antônio (Flávio Galvão) sempre a visitava enquanto podia.

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O Sr. Funga-Funga (Marcos Miranda) gostava muito de cantar, mas se sentia triste porque não entendia por que os outros não o olhavam como gente. Mas, como deu para entender, ele era um tamanduá gigante com a corcova do mesmo tamanho do Garibaldo.

E o Seu Almeida (João Lourenço) contava muitas história para as crianças em seu armazém.

Tínhamos tambem Kermit, o sapo, o detetive Pantaleão e muitos outros muppets que saíram do original americano, mas os mencionados acima eram os protagonistas do programa.

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Vila Sésamo foi cancelado em 1977 devido ao fim do contrato com a Sesame/CTW e aos altos custos de produção. Apesar disso, continuaram muitas outras versões estrangeiras de Sesame Street, entre elas o Plaza Sésamo do México e da América do Sul. O original americano recentemente passou a ser exibido no canal a cabo HBO e já tinha novos protagonistas como Elmo e Abby Cadabby.

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A Rede Globo tentou produzir uma nova versão do programa, mas nunca mais conseguiu os direitos da Sesame/CTW. Uma das tentativas aconteceu depois que o Xou da Xuxa acabou em 1993, quando acabou inventando a TV Colosso que acabou revolucionando a programação infantil brasileira com textos inteligentes e bonecos mistos de titeragem tradicional com o que havia de mais avançado de tecnologia animatrônica por controle remoto na época. Foi em 2007 que a TV Cultura finalmente conseguiu os direitos e produziu uma nova versão do Vila Sésamo, desta vez com o Garibaldo amarelo como no original e introduzindo uma nova personagem Bel. Em breve, Abby Cadabby também estará nesta nova versão.

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O parque Hopi Hari tinha uma área licenciada da Vila Sésamo com direito até a bonecos. Mas as atrações eram baseadas na versão 2007 do programa, bem diferentes da versão antiga em preto e branco que passava na Globo nos anos 70.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

TV Colosso

Neste primeiro post em português, vou falar sobre uma das obras-primas infantis que foi a alegria de todas a crianças, adolescentes e adultos na década de 1990: o programa TV Colosso que foi produzido e exibido pela Rede Globo de 1993 a 1997.

Os mascotes da Rede Globo

Tudo começou quando o Xou da Xuxa foi cancelado no finalzinho de 1992, pois a rainha dos baixinhos estaria apresentando seu novo programa infantil no exterior. A emissora de Roberto Marinho queria um novo infantil que superasse seu antecessor a todo custo. Inicialmente, a Globo tentou produzir uma nova versão do Vila Sésamo, um de seus primeiros programas infantis, da década de 1970. Mas os direitos só foram cedidos pela Sesame Workshop para a TV Cultura em 2007. Uma série de ficção científica com bonecos nos moldes de Star Trek e Star Wars também foi considerada. Esta série seria produzida pela Jim Henson Company sob o nome de Farscape. Por último, um programa apresentado por Angélica, de saída da extinta Rede Manchete, e por bonecos do grupo gaúcho de teatro de bonecos 100 Modos. Infelizmente, Angélica não concordou com o resultado final e passou a apresentar seu próprio programa no SBT. O cartunista, ilustrador e cineasta Luiz Ferré, e o estudante de história Roberto Dorneles, ambos do grupo gaúcho de teatro de bonecos 100 Modos/Criadores e Criaturas, foram contratados por Boninho, atual diretor de Big Brother Brasil, para criar o programa Mundo Cão que estreou sob o nome TV Colosso. Boninho teve a idéia de usar cachorros para representar os personagens-bonecos. O que deveria durar só quatro meses na programação global tornou-se, sem mais delongas e dúvidas, o carro-chefe da programação infantil por quatro anos e um dos programas infantis mais icônicos da história da TV brasileira. O programa passava de segunda à sábado às 8 da manhã ao meio-dia, cujos melhores momentos da semana eram reprisados nos finais de semana.

Relembre esta saudosa abertura assinada pelo lendário Hans Donner.

TV Colosso era apresentado por bonecos manipulados manual ou eletronicamente, incluindo alguns personagens manipulados por atores reais dentro de fantasias (leia-se "suitmation", a mesma técnica utilizada nos filmes do Godzilla, no Vila Sésamo e em seriados como Power Rangers e Família Dinossauros). O elenco era composto por 28 fantoches muppets: 25 cachorros e 3 pulgas. Ao longo do tempo, o programa introduziu novos personagens como o galo Gagá e a galinha Gogó, aumentando o elenco de bonecos para 50 personagens. Um simples boneco era aproveitado para uma variedade de papéis diferentes.

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Priscila, JF e Sofia

A protagonista era a sheep-dog Priscila, uma charmosa produtora e apresentadora, cujo braço-direito eram os três Gilmares: o Gilmar das Candorgas, o Bochecha e o Tico-Tico. Borges era um bulldog que sempre ficava na mesa de controle, apertando os botões para chamar os desenhos animados que eram exibidos no programa. O apresentador de telejornais era Walter Gate e seu filho Waltinho era o repórter. O dono da TV Colosso era JF, o magnânimo vitaminado chefinho, e seu assistente bajulador era Capachildo Capachão que nunca mediria esforços para agradar seu patrão. Jaca Paladium era o psicótico documentarista que adorava descontar em seus fãs, os três filhotinhos, com suas machadadas. Malabi era o guru espiritual da emissora. Já o Thunderdog era uma caricatura do VJ da MTV, Luiz Thunderbird, que apresentaria o TV Zona na Rede Globo, com pouquíssimo sucesso. As vilãs do programa eram as pulguinhas do Mega-Trio que gostavam muito de criar problemas técnicos nos estúdios da emissora. O personagem Paulo Paulada foi alvo de polêmica, pois apesar de ser um dos personagens favoritos do público infantil, foi hostilizado pela mídia e entidades especializadas por violência excessiva, já que ele gostava muito de atacar seus amigos a cacetadas.

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Bob Dog e Priscila

A TV Colosso era como se fosse uma emissora de verdade. O canal exibia o Jornal Colossal, o Clip-Cão, novelas mexicanas que parodiavam a teledramaturgia da Rede Globo, o seriado As Aventuras do Supercão, as Olimpíadas de Cachorro, os programas do Jaca Paladium, o Capashow, Priscila Superstar, Você Escolhe, No Mato Sem Cachorro, Parmesão & Provolone, Com a Pulga Atrás da Orelha, Asfalto Quente e as aventuras do ladrão de chocolates Roberval.

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Manipuladores do Supercão e do Vira-Lata de Aço

Os roteiros eram assinados por cartunistas e nomes dos quadrinhos nacionais: Laerte, Angeli, Glauco, Luiz Gê, Fernando Gonzales, Newton Foot, Adão Iturrusgarai, Gilmar Rodrigues e Luís Fernando Veríssimo. Os outros roteiristas Valério Campos e Toninho Neves eram veteranos do 100 Modos. Antes da TV Colosso, Ferré, Betinho e o grupo trabalharam em outros programas da Rede Globo como o musical infantil Plunct Plact Zuuum e o programa de videoclipes Clip Clip.

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Equipe de manipulação

A produção do programa teve uma liberdade criativa total. Boninho também estudou confeccionar os bonecos nas oficinas da própria Rede Globo ou importar os bonecos e a equipe do Jim Henson. TV Colosso acabou sendo desenvolvido na conexão Porto Alegre (onde os bonecos foram confeccionados na oficina Inventiva que visitou os estúdios de efeitos especiais em Los Angeles para desenvolver a tecnologia de manipulação eletrônica), São Paulo (onde Ferré mora e trabalha), Rio de Janeiro (onde o programa foi gravado nos estúdios Tycoon, Cinédia, Maragoa, Renato Aragão (atual Casablanca Estúdios), Pólo Rio de Cinema e Vídeo, Riocentro e Herbert Richers, devido à Rede Globo ainda não possuir estúdios necessários para gravar programas deste gênero) e Boston, Massachusetts (onde a cobertura de pêlos, a parte estática dos bonecos, foi confeccionada). A Globo inaugurou seu próprio departamento de efeitos especiais especificamente para o programa, focado na manutenção e restauração de bonecos. A equipe criativa contabilizava 50 profissionais, incluindo 30 manipuladores de fantoches.

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Fazendo Gilmares na refinaria de sonhos e milagres do 100 Modos nos estúdios Tycoon e Renato Aragão

Priscila e JF eram exemplos principais de bonecos manipulados por atores vestindo fantasias. Por serem bonecos de vestir com 2 metros de altura, os atores-manipuladores se revezavam para manipular o mesmo personagem. Os movimentos dos capacetes animatrônicos eram feitos por manipuladores eletrônicos no computador, dando plena liberdade de movimentação nos cenários. O capacete animatrônico da Priscila era manipulado por 5 servomotores para criar 4 mvoimentos da boca, língua e sobrancelhas. Já outros personagens dispunham de 24 motores. Os bonecos animatrônics foram confeccionados por Daniel Segal e Sidnei Antonioli, também responsáveis pela manutenção e reparo dos bonecos. Roberto Dornelles era o diretor de manipulação de bonecos. Mário Jorge de Andrade era o diretor de dublagem. Os dubladores dos bonecos faziam as vozes guia para os manipuladores e gravavam as vozes finais em cima na fase de pós-produção. Os cenários, criados por Lia Renha, Maria Odile e Fernando Schmidt, tinham uma diversidade de proporções, variando desde o tablado até as versões confeccionadas para os bonecos de 2 metros de altura. Todos os objetos de cena foram confeccionados com lixo reciclado. A cada dois meses, os bonecos eram armazenados numa banheira quente e higienizados com xampu e condicionador.

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Cozinheiro em um cenário de telenovela

Como o programa era exibido de manhã e terminava por volta de meio-dia, na hora do almoço, o cozinheiro da emissora, chamava todo mundo com um sotaque francês para os clientes comerem e era atropelado por todo mundo, em louca disparada.

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Especial do Dia da Criança com a turma do Casseta & Planeta

No ano de estréia, o programa apresentou um especial de natal. Em junho de 1994, TV Colosso deixou de ser exibido aos sábados para dar lugar ao Xuxa Park, voltando a ser exibido aos sábados no início do ano seguinte, dividindo o horário matinal com a apresentadora. Na Copa do Mundo de 94, os personagens da TV Colosso vestiam a camisa da seleção brasileira em um videoclipe da música-tema da Rede Globo para a Copa. Naquele mesmo ano, o programa apresentou mais um especial de natal A Incrível Corrida do Papai Noel. Em 1995, o programa deixou de ter um único tema por dia e passou a apresentar diversas esquetes, saindo do cenário exclusivo das dependências da TV. Com isso, o formato passou a ser mais ágil e mais infantil, assumindo o humor no estilo dos desenhos animados do Cartoon Network e da Nickelodeon que estavam sendo produzidos na época. TV Colosso passou a ser produzido pelo núcleo do Boninho e gravado no então recém-inaugurado Projac (atuais Estúdios Globo). Nesse ano, o programa apresentou um especial do Dia das Crianças na faixa de programação Terça Nobre. O especial marcou a primeira vez em que os bonecos interagiram com atores reais, entre eles o elenco da novela-seriado teen Malhação. O especial foi gravado nos cenários originais dos dois programas e no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro.

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Zé Carioca entrevista Romário

Em 1996, o programa reprisou a versão de 1976 de Sítio do Pica-Pau Amarelo e introduziu no seu elenco um personagem da Disney, Zé Carioca, manipulado por Zé Clayton e dublado por Marco Antônio Costa. Como parte do contrato da Globo e do 100 Modos com a Disney, o boneco do Zé Carioca foi confeccionado nos estúdios da própria casa do Mickey pela Character Shop de Rick Lazzarini (famoso por sua colaboração com Stan Winston no clássico Aliens - O Resgate), usando látex, fibra de vidro e carbono, e revestido com tecido e flocking (micropêlos que imitam a penugem dos pássaros). Zé Carioca apresentava seu próprio quadro Disney Club e chamava os desenhos animados da Disney.

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Malditas pulgas!!!

O programa lançou três discos pela gravadora Som Livre, um longa-metragem para o cinema lançado pela Paris Filmes, shows, um musical, álbuns de figurinhas, material escolar, brinquedos, histórias em quadrinhos, video games, fitas VHS, DVDs, cópias digitais e uma variedade de produtos com a marca do programa. O acordo entre a Globo e a Criadores e Criaturas, dona dos direitos autorais dos personagens, proibiu os bonecos de serem usados em outra emissora. Apesar disso, eles foram liberados para participarem de diversas apresentações.

Com André Abujamra e o cachorro Gilmar em cena do filme "Super Colosso"
Camila Pitanga, Gilmar e André Abujamra no filme da TV Colosso

TV Colosso deixou de ser produzido em 1997, mas os personagens continuaram a aparecer em outros programas da Rede Globo como Bambuluá, Mais Você, Vídeo Show, Criança Esperança, Estação Globo e o show de 50 anos da emissora. Recentemente, o programa voltou a ser produzido e exibido para a internet sob o nome de Priscila Show, introduzindo novos personagens como Lila, a sobrinha da Priscila, e o músico Amadeus, e atingindo a marca de 1,5 milhões de views. Os personagens também realizaram apresentações ao vivo em parques temáticos e atualmente podem ser vistos em seus próprios canais nas redes sociais.

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Priscila na sede do Playkids